Esse ano não vou poder dar um telefonema e desejar um feliz aniversário ao meu pai.
E já que não escrevi nada aquele dia, escrevo agora.
O que me impede de ficar ainda mais triste é que ele pôde conhecer a Julia, afofar a neta e enchê-la de carinho. E que bom que eu pude ver o quão feliz o velho ficou.
Nós dois sempre soubemos o monte de amor que tínhamos um pelo outro, apesar dâ distância e do pouco contato. Vou sentir muita saudade de todos os momentos que não tivemos e estivemos juntos e de todos os beijos e abraços que eu queria ter recebido e dos tantos outros que ainda queria ter dado no Seu Paulo Renato.
Beijo, pai.
Escrito por Anna às 12h10
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